CRISE NO CENÁRIO: NFA SOFRE STRIKES DA GARENA E BERNARDO ASSAD DESABAFA SOBRE “PUNIÇÃO PELO SUCESSO”

O cenário de Free Fire emulador vive um de seus momentos mais tensos. Bernardo Assad, fundador da Liga NFA, utilizou suas redes sociais para fazer um forte desabafo após a organização sofrer dois strikes por direitos autorais no YouTube. As ações de bloqueio partiram do canal FF Esports BR, braço oficial da Garena no Brasil, e resultaram na remoção imediata de anos de história das transmissões de Free Fire do canal oficial da liga.

A medida preventiva foi tomada pela diretoria da NFA para evitar a perda definitiva do canal, que possui milhões de inscritos e uma biblioteca vasta de conteúdo competitivo independente. Segundo Assad, o impacto vai além do financeiro, atingindo a memória afetiva de uma comunidade que ajudou a construir o ecossistema do jogo no país.

UM PADRÃO DE BLOQUEIOS E O “FIM DA BOLHA”

No texto publicado no X (antigo Twitter), Bernardo Assad rejeitou a justificativa de que os conflitos seriam apenas falta de alinhamento com a diretriz global da Garena. Para o dirigente, existe um padrão recorrente de repressão sempre que projetos independentes alcançam grande visibilidade e se tornam autossustentáveis.

“É sempre quando fura a bolha. Já foi os mesmos times, já foi emulador, já foi mudar todo o calendário, já foi tirar patrocinadores”, afirmou Assad. Ele questiona o motivo de a desenvolvedora sufocar um ecossistema que gera retorno e engajamento sem precisar de investimento direto da empresa, sugerindo que o crescimento da NFA é visto como um “problema” em vez de uma evolução para o jogo.

ANÁLISE DE NÚMEROS: “O CONTEÚDO COMPETITIVO É UM FRACASSO”

Assad também apresentou uma análise técnica sobre o engajamento do Free Fire no Brasil. Segundo ele, o jogo possui entre 3 e 5 milhões de jogadores ativos diariamente no país, mas as transmissões oficiais raramente atingem 10% desse público (100 mil espectadores). Ele comparou o desempenho com o League of Legends, que atinge 50% de sua base ativa, e com o CS, onde a audiência frequentemente supera o número de jogadores.

Para o fundador da NFA, o Free Fire não está morrendo em usuários, mas sofre com um “fracasso crescente de conteúdo”. Ele destacou que o maior evento de 2025 foi a Copa Nostalgia — um evento independente —, provando que a comunidade busca alternativas ao que é oferecido oficialmente.

DESPEDIDA E PEDIDO DE DESCULPAS

Visivelmente abalado, Bernardo encerrou o desabafo pedindo desculpas aos presentes no último evento da NFA, explicando que o peso emocional dos bastidores o impediu de demonstrar a felicidade que a ocasião merecia. “Quando crescer gera punição e inovar aumenta o risco, o sinal enviado é de bloqueio”, concluiu, deixando no ar incertezas sobre o futuro da relação entre projetos independentes e a detentora dos direitos do jogo.

Fonte: Redes Sociais / Bernardo Assad (NFA)

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