GOVERNO RECUA E ZERA IMPOSTO DE 105 ITENS DE TECNOLOGIA APÓS REPERCUSSÃO; GERALDO ALCKMIN CLASSIFICA REVOLTA COMO FAKE NEWS

O cenário econômico para o setor de tecnologia no Brasil teve uma reviravolta estratégica nesta sexta-feira (27). Após uma forte pressão do setor produtivo e uma repercussão política negativa, o Governo Federal decidiu voltar atrás no aumento do imposto de importação que incidiria sobre diversos produtos eletrônicos e de informática. A decisão, tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), traz um alívio imediato para o varejo e para o consumidor final, zerando a alíquota de 105 itens estratégicos.

O RECUO E A TENTATIVA DE RETRATAÇÃO DE GERALDO ALCKMIN

Em um movimento para conter os danos à imagem do governo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, gravou um vídeo oficial tentando se retratar sobre o pacote de medidas. No pronunciamento, Alckmin confirmou a manutenção das alíquotas anteriores para produtos essenciais, mas gerou polêmica ao classificar a revolta de consumidores e do mercado como fruto de “Fake News”.

A declaração do ministro ocorre em um contexto de contradição, uma vez que as tabelas com os aumentos previstos de até 25% e a lista dos mil itens afetados estavam publicadas e disponíveis para consulta nos canais oficiais e no portal do próprio Governo Federal. O recuo atinge diretamente 15 categorias de informática, preservando as taxas de smartphones (que retornam aos 16%), notebooks, placas-mãe, SSDs e CPUs.

IMPOSTO ZERO PARA 105 PRODUTOS VIA EX-TARIFÁRIO

Além de cancelar a alta nos eletrônicos de consumo, o governo deu um passo adiante e zerou o imposto de importação para uma lista específica de 105 produtos de alta tecnologia. Este grupo inclui máquinas industriais, equipamentos de informática e produtos de telecomunicações que não possuem produção nacional equivalente. A isenção foi viabilizada através do mecanismo de “ex-tarifário”, visando garantir que setores estratégicos não percam competitividade global.

EQUILÍBRIO ENTRE ARRECADAÇÃO E PRESSÃO DO MERCADO

O pacote original, que previa arrecadar cerca de R$ 14 bilhões, foi interpretado pelo mercado tech como uma barreira à inovação e ao consumo de hardware de alta performance. O recuo sinaliza que o governo sentiu a sensibilidade do mercado, especialmente no setor de eSports e criação de conteúdo, onde o encarecimento de equipamentos estratégicos poderia causar uma inflação tecnológica severa no país.

Fonte: Análise de Mercado / Portal Diretoria

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