PROFISSIONAIS DENUNCIAM PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS DA EXCEED APÓS ENCERRAMENTO REPENTINO NOS ESPORTS

O cenário competitivo de Free Fire enfrenta uma grave crise de bastidores envolvendo o Grupo Exceed. Jogadores profissionais e membros da staff da Line FF denunciaram nesta semana terem sido prejudicados por promessas não cumpridas de pagamentos de salários, bonificações e estrutura de trabalho. A organização surpreendeu o ecossistema ao anunciar a descontinuação imediata de todo o seu departamento de esportes eletrônicos, deixando dezenas de profissionais sem amparo financeiro e contratual.

ENCERRAMENTO NO DIA DA FINAL DA LIGA

O encerramento das atividades operacionais nos esports ocorreu sob forte clima de tensão. A decisão da diretoria foi comunicada de forma abrupta justamente no dia da grande final da liga de Free Fire que levava o nome da própria Exceed. A coincidência de datas amplificou a surpresa e a indignação entre atletas e profissionais de transmissão, que aguardavam a conclusão do torneio para a consolidação do projeto planejado para a temporada. Pouco antes de deixarem os canais oficiais de comunicação da competição, os responsáveis diretos pela operação divulgaram uma nota de esclarecimento.

NOTA DOS RESPONSÁVEIS OPERACIONAIS

No comunicado enviado aos grupos de WhatsApp do torneio, os gestores informaram que também foram pegos de surpresa pela nova administração da holding. Na nota eles afirmaram que receberam a notícia com frustração e tristeza, detalhando que atuavam apenas como prestadores de serviços terceirizados nas áreas de marketing, posicionamento de marca, contato com atletas e apoio estratégico. Ambos ressaltaram que não detinham autonomia sobre as decisões administrativas, financeiras ou jurídicas do Grupo Exceed, cuja nova gestão justificou o corte imediato como parte de uma reformulação interna estrutural (segundo o comunicado enviado).

PREJUÍZOS FINANCEIROS E FALTA DE CONTRATOS FORMIS

Relatos obtidos pela redação apontam que a operação inicial da Exceed eSports não formalizou contratos de trabalho ativos com muitos dos profissionais envolvidos. Os responsáveis operacionais foram desligados por meio de ligações telefônicas, enquanto os jogadores receberam avisos via mensagens digitais com promessas posteriores de quitação de débitos. Diversos atletas e membros da comissão técnica relatam sérios prejuízos financeiros e profissionais, uma vez que recusaram outras propostas de mercado e arcaram com custos operacionais próprios sob a expectativa do suporte financeiro prometido pela organização.

ATLETAS AFETADOS E ESTRUTURA CORPORATIVA

Entre os competidores lesados pela interrupção do projeto está o jogador Noda, conhecido por sua passagem pela LOUD, que também tem pendências com a organização. Informações de bastidores indicam que o atleta já conduz negociações avançadas para se integrar a uma nova organização com vaga projetada para a disputa da LAFF 2026. O Grupo Exceed, que respondia pela eSports, possui em seu portfólio marcas como Exceed Park e Exceed Vacation Club, e tem como fundadores os empresários André Caliari e Vanéli Caliari. Para o processo de transição e esclarecimento de débitos, a empresa disponibilizou o contato de um novo gestor, identificado como Maycon.

OBSERVAÇÕES ÉTICAS E REGULAMENTAÇÃO

O episódio reacende o debate sobre a urgente necessidade de profissionalização jurídica no cenário nacional de esportes eletrônicos, especialmente no que tange à aplicação das diretrizes do ECA Digital e da Lei Felca para resguardar os direitos de atletas e comissões técnicas. A ausência de vínculos formais em projetos de alto rendimento expõe a vulnerabilidade de jovens talentos diante de gestões corporativas instáveis. O Portal reforça que mantém o espaço permanentemente aberto para que o Grupo Exceed, seus representantes legais e os profissionais afetados enviem depoimentos e esclarecimentos oficiais sobre o caso.

Fonte: Apuração Portal Diretoria de eSports

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